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 O que são as Estrias

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Antonio Lucca [Admin]
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Mensagens : 7
Data de inscrição : 04/11/2008
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MensagemAssunto: O que são as Estrias   Qui Nov 06, 2008 10:07 am

Para poder efetuar corretamente qualquer tratamento, seja qual for a patologia, é necessário ter conhecimento sobre o que vem a ser e como ocorre a mesmo, portanto vejamos o que é a estria:


As estrias são classificadas como uma atrofia adquirida e possuem várias outras
denominações, decorrentes de diferentes idiomas, prováveis etiologias e aspecto
macroscópico da pele: vergetures, atrophoderme strieé, macules atrophiques lineaires, striae
distensae, stretch marks, striae albicantes, striae gravidarum, striae infectiosae, estrias
atróficas e víbeces (1).

As estrias são ditas atróficas por apresentarem uma diminuição de espessura da
pele, decorrente da redução do número e volume de seus elementos e é representada por
adelgaçamento, pregueamento, secura, menor elasticidade e rarefação dos pêlos (1).

Clinicamente, as estrias podem ser descritas como uma tira, banda ou linha, na
qual há uma mudança na cor e textura, com depressão ou elevação do tecido no qual ela é
encontrada (2). No início são rosadas, provavelmente devido a uma resposta inflamatória
associada a uma vasodilatação, sendo denominadas de estria rubra (striae rubrae), sem
depressão significativa, mas com o tempo maturam-se e tornam-se pálidas, em depressão e
enrrugadas (3). As lesões geralmente acompanham as linhas de clivagem da pele,
perpendiculares às linhas de maior tensão. Tendem à simetria e bilateralidade (5, 4).

Sua etiologia básica ainda é desconhecida, mas sabe-se que atividade
adrenocortical excessiva, fatores genéticos e deficiência hereditária do tecido conjuntivo,
entre outros, são importantes fatores causais na formação da estria (5).

De acordo com Epstein, Epstein e Epstein (6), as estrias ocorrem em condições
associadas ao aumento da produção de glicocorticóides pelas glândulas adrenais. Como no
caso de gravidez, obesidade, adolescência e na síndrome de Cushing.

Na obesidade, o aumento da produção de glicocorticóides retorna ao normal com
a redução do peso corporal adquirido durante esse período (7). Na adolescência, a ocorrência
das estrias, está associada ao aumento na excreção do 11-oxisteróide e do 17-cetosteróide ( Cool,
ocorrendo em 35% das meninas e 15% dos meninos, em estudo realizado por Sisson (9).

A estria também pode ser conseqüência do uso prolongado de corticoesteróides,
oral ou tópico (10). Estes atuam na diminuição da síntese de colágeno, inibindo a formação de
proteínas precursoras que, por agregação, dariam lugar à formação de fibras colágenas e fibras
elásticas e, inibindo, também, a atividade da matriz celular, que é responsável pela síntese de
importantes componentes da substância fundamental do conjuntivo (11).

Histologicamente, a estria mostra uma epiderme fina, aplainada, derme com
redução da espessura e perda do contorno papilar, desgaste e separação das bandas de
colágeno, as quais aparecem horizontalizadas e com aspecto turvo, dilatação dos vasos
sanguíneos, separação ou total ausência de fibras elásticas e ausência de plexo subepidermal
(10, 12).Carramaschi, Landman, Vana e Ferreira (2) afirmam também que a atividade dos
fibroblastos, apesar de parecerem estruturalmente inalterados, está diminuída. Além disso, os
núcleos estão escassos e as glândulas sudoríparas e os folículos pilosos estão ausentes (13).


Referências

(1) GUIRRO E, GUIRRO R. Fisioterapia Dermato-Funcional. 3 ed. São Paulo: Editora
Manole; 2004.

(2) CARRAMASCHI FR, LANDMAN G, VANA LP, FERREIRA MC. Estudo das fibras
oxitalânicas em estrias - Variações em relação à pele normal. Revista do Hospital das Clínicas
da Faculdade de Medicina de São Paulo 1995;50:35-38.

(3) WATSON REB et al. Fibrillin microfibrils are reduced in skin exhibiting striae distensae.
Br J Dermatol 1998;138:931–937.

(4) AZULAY MM, AZULAY DR. Abordagem clínica e abordagem terapêutica das estrias.
In: KEDE MPV, SABATOVICH O. Dermatologia Estética. São Paulo: Editora Atheneu;
2004. p. 363 – 368.

(5) LEE K. S, RHO YJ, JANG SI, SUH MH, SONG JY. Decreased expression of collagen
and fibronectin genes in striae distensae tissue. Clin Exp Dermatol 1994;19:285–288.

(6) EPSTEIN NW, EPSTEIN WL, EPSTEIN JH. Atrophic striae in patients with inguinal
intertigo. Arch Dermatol 1963;87:450-457.

(7) SIMKIN B, ARCE R. Steroid excretion in obese patients with colored abdominal striae.
New Eng J Med 1962; 266:1031-1035.

( Cool WEILL J, BERNFELD J. Le probleme des vergetures. Semaine Hop. Paris 1976;57:122-
126.

(9) SISSON WR. Colored striae in adolescent children. J Pediatr 1954;45:520-530.

(10) TSUJI T, SAWABE M. Elastic fibers in striae distensae. J. Cutan. Pathol 1988;15:215 –
222.

(11) RESINA O, SOTILLO GI, MONTES B, CASTRO R. Estrías atróficas. Actas
Dermosifiliogr 1975;66:293 – 304.

(12) CABRE J. Estrias atróficas dorso- lumbares en un adolescente. Actas Dermosifiliogr
1973;64:537 – 542.

(13) ZHENG P, LAVKER RM, KLIGMAN AM. Anatomy of striae. Br J Dermatol
1985;112:185-193.

ARTIGO ORIGINAL: EFEITOS DA GALVANOPUNTURA NO TRATAMENTO DAS ESTRIAS ATRÓFICAS
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